A Prefeitura de Contagem tem investido em uma educação mais digital e ampliado o tempo de permanência dos estudantes nas escolas da rede municipal. O programa de educação integral e integrada ‘Escola Viva’, desenvolvido pela Secretaria de Educação, oferta atividades no contraturno escolar que vão da recomposição de aprendizagem a oficinas de arte, cultura, esporte, lazer, tecnologia e comunicação.
A ‘Jornada Ampliada’, projeto que integra o ‘Escola Viva’, está em funcionamento em 59 unidades com o atendimento das ‘Tutorias’, atividades de recomposição de aprendizagem que ajudam os estudantes e ocorrem duas vezes por semana. Além disso, em 32 escolas os estudantes ficam 7 horas por dia, todos os dias úteis da semana, com oficinas culturais, esportivas e tecnológicas. Todas as ações ocorrem por meio de adesão das unidades escolares interessadas.
O reconhecimento pela efetividade dos programas é notado não só pela equipe de trabalhadores que compõem o programa, sejam professores tutores, coordenadores de atividades educativas ou agentes culturais, contratados via processo seletivo. Os estudantes, sobretudo, confirmaram o envolvimento de toda comunidade escolar no projeto.
“As crianças gostam muito, as famílias também, de tirar eles da rua para ficar no projeto. Os pais têm um feedback positivo a respeito dos programas”, afirmou Fabiana Ribeiro Marques, coordenadora do projeto Escola Viva na Escola Municipal Maria Silva Lucas, Ressaca.
“Eu tinha alunos que eram mais quietos, hoje interagem com todos os outros. Possuímos crianças com deficiência (PCD) e, junto ao projeto, estamos fazendo esse trabalho de inclusão. Elas têm nos trazido um retorno positivo em questão das atividades”, corroborou Luciana Faria, professora tutora também da E.M. Maria Silva Lucas.
Escola Viva
O ‘Escola Viva’ terminou o ano de 2023 atendendo 6.132 estudantes, todos com atendimento pedagógico especializado, materialidade e alimentação.
Atualmente atuam 121 tutores, 54 coordenadores, 15 agentes de 24h e 94 agentes de 44h semanais. Todos passaram por processo de formação para atuarem no programa.
Ao fim do ano passado, as escolas dividiram, ao todo, o valor de R$ 957 mil para complementar o caixa escolar e compra de material necessário na realização das oficinas.
Todos os investimentos e processos formativos realizados têm o objetivo de proporcionar aos estudantes uma experiência enriquecedora dentro das escolas. O resultado já pode ser observado conforme apontam os próprios estudantes.
“(Aprendi) Que a gente tem que respeitar as pessoas, não chamar o coleguinha de nome feio, ou ofender sua cor de pele. Eu gosto do Escola Viva, gosto muito”, afirmou Ana Luisa Lourenço, 8, estudante da E.M. Maria Silva Lucas
“(Estou) Aprendendo a respeitar, a brincar direito. Ter um convívio legal com os coleguinhas, saber respeitar cada um”, complementou Pedro Davi Rodrigues, 8, da mesma escola.
“Já tem dois anos que eu participo e minhas atividades favoritas são a horta e a oficina de artesanato. Mas minha atividade preferida, mesmo, é a colagem”, afirmou Emanuele de Oliveira Mello, 11, da mesma escola.
Tutorias
Nas ‘Tutorias’ ocorre o acompanhamento pedagógico de professores tutores no contraturno escolar. As atividades ocorrem duas vezes por semana, sendo três horas por dia, de segunda a quinta-feira. Cada tutor atende turmas de 15 estudantes, com foco nas múltiplas inteligências e utilizando estratégias personalizadas para implementar a aprendizagem com base nos interesses individuais dos estudantes.
As próprias escolas são responsáveis por selecionar aqueles estudantes que apresentem maior necessidade de atendimento, considerando aspectos variados, como a etapa da aprendizagem, condições socieconômicas (vulnerabilidade social), entre outras.
Oficinas
As oficinas consistem no acompanhamento pedagógico com professores tutores em conjunto com atividades nas áreas de arte e cultura, esporte e lazer e tecnologia e comunicação. Neste formato, os estudantes são atendidos de segunda a sexta-feira, intercalando as atividades da tutoria com o atendimento dos agentes culturais.
As atividades são divididas em três eixos: o cardápio cultural; corpo em movimento e tecnologia; e comunicação.
O cardápio cultural incentiva a produção artística e cultural com oficinas de artesanato, canto e coral, contação de histórias, confecção de brinquedos, desenho e pintura, fanfarra, flauta doce, grafite, hip-hop, horta escolar, instrumentos de corda, percussão e construção de instrumentos percussivos, teatro e xadrez.
O eixo “corpo em movimento” desenvolve atividades recreativas e esportivas por meio das oficinas de capoeira, danças, esportes, ginástica para todos, jogos e brincadeiras, lutas/esportes de combate e práticas circenses.
Já o campo da tecnologia e comunicação possibilitam a inclusão na cultura digital com oficinas de cineclube, fotografia e vídeo, games/jogos digitais, histórias em quadrinhos, rádio escolar e robótica.